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Despertando Conhecimento

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Viver o Natal

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Por Mário Frigéri

É costume entre os escritores do mundo inteiro estampar nos jornais um conto triste na véspera de Natal para sensibilizar o coração de seus leitores. Eu não tenho nenhum conto inédito e tocante para contar à meia dúzia de amigos que me leem por desfastio, por isso vou reescrever e condensar um de Hans Christian Andersen sobre uma menininha pobre que vendia fósforos, imprimindo-lhe meu colorido pessoal.

Fazia muito frito naquela noite escura e a neve estava caindo mansamente. Era véspera de Natal e as luzes festivas brilhavam através da vidraça das janelas. Uma garotinha pobre, vestida com uma roupinha limpa, mas remendada, e sem nenhuma proteção na cabeça, caminhava pelas vielas, oferecendo palitos de fósforo aos raros passantes que buscavam apressadamente seus lares. Seus pés descalços tocavam e absorviam a frieza do solo, porque ela havia perdido seus chinelinhos na neve ao fugir pouco antes de uma carruagem desgovernada.

Não havia vendido nada até aquele momento e ninguém, nem mesmo por caridade, lhe oferecera qualquer moedinha de alguns vinténs. Trêmula e faminta, continuou caminhando pela rua quase deserta, sentindo o cheiro delicioso da ceia de Natal que se evolava das casas. “Ah, é véspera de Natal…” lembrou-se, tão perdida estava em seus pensamentos, recordando-se dos familiares, que a aguardavam em casa, à espera de alguns trocados que lhes diminuíssem a miséria.

Cansada e um pouco desanimada, sentou-se num desvão da esquina, encostando-se à parede áspera de uma velha casa. Seus pezinhos estavam congelados e ela sentia cada vez mais frio, mas não tinha coragem de voltar para casa, porque não havia conseguido nem um tostão e seu pai poderia surrá-la por isso. Além de tudo, sua casa também era tão fria quanto aquela rua.

Com as mãozinhas trêmulas ela pegou um palito de fósforo e pensou em riscá-lo para aquecer-se um pouco. Conseguiu esfregá-lo contra a parede, e a sua chama quente e colorida parecia uma vela! A garotinha inocente sentiu-se como se estivesse sentada diante de uma grande fogueira. Como era gostoso sentir o calor que aquela chama lhe transmitia! Logo que a luz se apagou, riscou outro, e mais outro, e mais outro…

Levantando-se um pouco até a vidraça e voltando o rostinho para dentro da casa, pôde ver no meio da sala uma mesa coberta com uma toalha alva como a neve, e sobre a toalha finíssimas porcelanas para o jantar. O ganso assado sobre a mesa, e recheado com ameixas e maçãs, enchia o ar com um cheiro delicioso e convidativo. Ela estava tão trespassada que teve a impressão de que o ganso, vendo-a tão triste e sozinha, saltara da travessa e viera correndo em sua direção… Nesse momento o fósforo se apagou e ela, caindo na realidade, se viu olhando novamente apenas para aquela parede fria na qual se encostara. Coitadinha! Parece que já estava delirando de fome e frio…

Acendeu outro fósforo e em sua luz maravilhosa imaginou-se sentada sob uma linda árvore de Natal. Centenas de lâmpadas piscavam em seus ramos verdejantes. A menininha estendeu os braços em direção a elas e seu fósforo se apagou. As luzes pareciam estar cada vez mais distantes. Então percebeu que já não eram mais as pequeninas lâmpadas da árvore que estava olhando, mas as estrelas do céu que tremeluziam no infinito, entre nuvens escuras, sobre a sua cabeça. Nesse momento viu uma estrela cadente cortar o céu e lembrou-se de sua avozinha, já falecida, que a amava tanto e que um dia lhe havia dito: “Quando uma estrelinha risca o céu é porque uma alma está subindo para Deus”.

Riscou então o último fósforo que trazia e viu dentro de sua luz a imagem da avozinha querida, tão linda, tão meiga, tão doce! “Vovó”, murmurou, já quase sem forças, “me leve com você! Eu sei que quando o fósforo se apagar a senhora vai desaparecer também”. A sua avozinha nunca lhe pareceu tão bela e graciosa! Vovó então pegou a menininha nos braços e foi voando para bem longe deste mundo, deixando atrás de si uma esteira evanescente de luz. Ela estava levando a garotinha para um lugar distante onde não havia frio, nem fome, nem medo, nem falta de amor… um lugar onde é a morada de Deus.

Na manhã seguinte os transeuntes encontraram uma menininha deitada na neve, com o rostinho encostado na parede, trazendo um sorriso doce na face – ela havia morrido de frio na véspera de Natal. E as pessoas, vendo tantos palitos de fósforo queimados em seu derredor, diziam umas para as outras: “Ela queria se aquecer, pobrezinha!”

                                                     O outro Natal

Imagino um outro final para esse conto, um final feliz. A avozinha diria à querida neta que batesse à porta daquela casa, pois seus moradores eram bondosos e certamente a acolheriam alegremente em seu lar, o que realmente aconteceu. E logo em seguida, todos iriam visitar a família da menininha para levar uma parte da ceia e confraternizar com ela pelo resto da noite. E assim tudo terminaria entre luzes e festas.

Seria ingênuo imaginar que no mundo inteiro, com pequenas variações, não aconteçam dramas como esse, mas isso é decorrente da frieza do coração humano e não do Natal de Jesus. Jesus era alegre e deixou uma mensagem de alegria para todos aqueles que desejassem alimentar-se de seu Evangelho e seguir seus luminosos passos.

O Natal de Jesus, cuja mensagem se estende radiosa por toda a sua existência, traduz júbilo e felicidade, desde o anúncio de seu nascimento feito pelos anjos, que traziam ao mundo “uma boa nova de grande alegria para todo o povo”, até suas últimas palavras de perdão na cruz, porque o perdão só pode nascer de uma alma jubilosa e nunca de um coração amargurado.

Muitas vezes o Evangelho diz que Jesus exultava em espírito e agradecia a Deus pelas revelações que o Pai lhe permitia transmitir aos pequeninos. Outras vezes, Ele exortava o povo a se alegrar e erguer as suas cabeças, porque a redenção de cada um estava próxima. Segundo Jesus, o homem que descobre o reino dos Céus, vai e, “transbordante de alegria”, vende tudo o que tem para adquirir aquele reino. “A vossa tristeza se converterá em alegria”, disse Ele a seus seguidores presentes e futuros. “Outra vez vos verei, o vosso coração se alegrará e a vossa alegria ninguém poderá tirar. Até agora nada tendes pedido em meu nome; pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa”. E no dia da ascensão, abençoou seus discípulos e exortou-os a irem por todo o mundo pregar a todas as criaturas a boa nova, a boa notícia, a notícia alvissareira da ressurreição.

Contrariando a essência pacífica e jubilosa dessa mensagem, estudos e estatísticas revelam que nessa época de festas muitas pessoas se sentem solitárias e tristes no recesso de seus lares, enquanto outras se tornam consumistas por compulsão, comprometendo seu orçamento por todo o ano seguinte. São transtornos psicológicos de comportamento e sua solução é muito simples, está no Evangelho, e só não a encontra quem não a procura. Quando o ser humano entroniza o Evangelho no coração, o solitário triste se torna solidário feliz, dando e recebendo afeto em seu relacionamento com a comunidade, e o esbanjador compulsivo se torna adquirente moderado, porque passa a entender a impermanência das coisas, convertendo-se em senhor de sua vida e não em escravo de seus credores.

É claro que, se Andersen, como profundo conhecedor da psicologia humana e de sua vocação para o trágico e o patético, tivesse encerrado seu conto com um final feliz, ele não teria feito tanto sucesso. Há em tudo isso uma certa inversão de valores, a mesma inversão que ocorre nos dias de hoje, principalmente no que tange aos valores espirituais. Para dar um exemplo simples, basta lembrar que, graças ao martelante comercialismo da mídia e à passiva indiferença dos pais, Papai Noel, na época do Natal, faz mais sucesso no coração das crianças do que o próprio Jesus, que é a estrela do dia. O certo seria que o simpático e repolhudo velhinho fosse apenas um coadjuvante da alegria geral, e não o protagonista.

Está nas mãos dos operários da Nova Era o restabelecimento desse equilíbrio no mundo e o resgate da manifestação do verdadeiro sentimento natalino nos corações humanos. Eles devem ensinar o ser humano não só a festejar, mas a vibrar de felicidade nessa época e a viver o Natal. A viver e sentir o Natal, acima de tudo, com Jesus.

Mário Frigéri é autor da Mundo Maior Editora. Contato: mariofrigeri@uol.com.br


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Preconceitos

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Por Lourdes Carolina Gagete

PRECONCEITO: [do Latim praeconceptu] S.m. 1- conceito ou opinião formados antecipadamente, sem maior ponderação ou conhecimento dos fatos; ideia preconcebida. 2- Julgamento ou opinião formada sem se levar em conta os fatos que os conteste; prejuízo. 3- P.ext. Superstição, crendice, prejuízo. 4- P.ext. Suspeita, intolerância, ódio irracional ou aversão a outras raças, credos, religiões, etc. (Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa).

O preconceito é característica de pessoas afoitas no julgar, inconsequentes, levianas e profundamente imaturas espiritualmente. Revela-se por atitudes hostis que podem desencadear agressões físicas e morais. Pode também se manifestar pelos pensamentos. Assim, muitas vezes não o revelamos por palavras, mas o revelamos por pensamento: Que gorda! Que magricela! Que roupa fora de moda! Que linguajar caipira… etc.

O preconceito está enraizado no ser humano tal qual o egoísmo, a maledicência, a inveja… e por mais que afirmemos não sermos preconceituosos, vamos constatar que bem lá, nas regiões abissais da alma, disfarçadinho, dissimulado, ele impõe seu jugo.

O preconceito racial, por exemplo. Se interrogarmos alguém, ele vai dizer que, absolutamente, não é racista; que entende a igualdade de todos perante Deus e que a cor da pele não confere superioridade ou inferioridade à criatura.

Poderá até estar sendo sincero naquele momento, mas se algum negro se aproximar, inconscientemente, ele leva a mão ao bolso num sinal de desconfiança. E, enquanto ele vigia o negro, o branco lhe surrupia a carteira.

O policial vê um negro e um branco. Quem ele vai abordar? Já sabemos a resposta.

Incoerentemente, constatamos que negros também podem ser racistas. É que, talvez, o estigma do passado, todo sofrimento de terem sido explorados como animálias, tenham-se-lhes ficado impregnado na alma. Hoje, infelizmente, por mais que se negue, ainda o preconceito contra eles é muito evidente.

Podemos acrescentar também os homossexuais que sofrem desse mal descaridoso e descabido. Os preconceituosos chegam ao absurdo de agredi-los com palavras insultuosas e até com a morte, numa covardia e desumanidade sem precedentes.

Lembremos, ainda, o preconceito contra a mulher. No passado, ela valia menos do que um animal somente por ser mulher; era aceita apenas como procriadora. Os direitos eram sós para os homens. Elas tinham apenas obrigações. Hoje, se a mulher conquistou o seu espaço, foi porque a sociedade precisou de mão de obra barata; porque precisava-se executar trabalhos que os homens desprezavam e, acima de tudo, porque teve acesso aos estudos.

Percebemos que, mesmo na atualidade, com tantas conquistas, em qualquer profissão, executando o mesmo trabalho, o salário do homem é – salvo raríssimas exceções – superior ao da mulher.

Na Idade Média, era tal o preconceito contra a mulher que se questionava se ela realmente tinha uma alma.

Infelizmente, ainda hoje, principalmente nos países do Oriente Médio, a mulher sofre preconceitos de toda ordem. É considerada inferior e de pouco valor. Ao homem, tudo e à mulher apenas o direito de respirar para continuar viva como serviçal da família e ou do marido.

As Leis nesses países divergem de forma vergonhosa, sempre beneficiando o sexo masculino e estigmatizando o feminino.

Porém, de todos os preconceitos, o religioso é o mais incoerente e absurdo. Despreza-se uma pessoa porque ela professa uma religião contrária à do outro. Então, no passado, tivemos as perseguições da igreja católica contra os protestantes. Quem não conhece a matança daquilo que ficou conhecido na História como a noite de São Bartolomeu? Quantos perderam a vida em nome de um preconceito absurdo onde se pretendeu afirmar a supremacia de uma religião à outra com um processo tirânico e totalmente contrário ao Cristianismo? E o que não dizer das Cruzadas em nome de Deus? Das mortes nas fogueiras? Das perseguições sanguinárias àqueles que eram acusados de heresia?

E os primeiros cristãos de Roma, de Jerusalém, perseguidos e caçados para morrerem no circo, devorados por leões? Porque abandonaram os deuses pagãos para seguir o meigo rabi Jesus, gerou-se um preconceito que levou muitos a perderem a vida.

Mesmo o Espiritismo foi perseguido pelo preconceito; taxado de demoníaco até a bem pouco tempo. Ainda hoje percebemos que há muita desinformação geradora de preconceitos por parte de pessoas que se põem a falar sem o menor conhecimento de causa.

Um lugar existe que, com certeza, o tempo parou: Em alguns países do Oriente Médio. Lá, o preconceito religioso é qualquer coisa de insano. De absurdo. De demência total. Algumas vertentes do Islamismo realizam atos de terrorismo a fim de impor sua religião; seu “Deus” sanguinário. Matam inocentes, civis e militares, com uivos de “Deus é grande”.  E se suicidam, pois acreditam que matar ou morrer pelo seu Deus, é um agrado que lhe fazem e por isso entrarão no seu reino e terão muitos prazeres disponíveis, conquistados pela prova de amor e confiança que demonstraram promovendo a morte de inocentes e a sua própria.

A bem da verdade, por trás da maioria desses preconceitos e levando-se em conta os ataques terroristas dos últimos tempos, há sempre a mão da política interesseira que fanatiza os fiéis a fim de conseguir o que pretendem. Ignoram que todos nossos atos geram consequências que nos atingirão a qualquer momento. Lei de Ação e Reação.  Causa e Efeito. Não há como driblar a Lei Divina.

Amigos leitores, já estamos vivendo o 3º. Milênio. Já estamos cansados de guerras, sangue, ignorância e preconceitos. É o momento de buscar mais sabedoria e cultura espiritual e consubstanciá-las em nosso íntimo. Vivenciá-las. Repudiar todo tipo de julgamento, de intolerância contra nossos irmãos e, principalmente, não esquecer as sempre atuais palavras de Jesus: “Ama teu próximo como a ti mesmo”.

Lourdes Gagete é autora da Mundo Maior Editora. Publicações: A Quarta Cruz; Tininha, a Gotinha D’ Água em Defesa do Meio Ambiente, Marcados pelo Passado- O Amor Foi Mais Forte.


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A CIÊNCIA DO CORPO E DA ALMA

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 Por JOÃO DEMÉTRIO LORICCHIO

 O Mestre Nazareno nos alertou: Na verdade o Espírito está preparado, mas a carne é fraca. Sabedor que era que o Espírito antes de reencarnar é preparado para uma nova existência nas Câmaras Reencarnatórias, onde mentores especializados preparam grupos de Espíritos merecedores sobre os caminhos e percalços que deverão ser percorridos por cada um na nova jornada.

 Nessas várias reuniões que antecedem o retorno físico são despertos para a nova comunhão familiar que ocorrerá e a necessidade de aconchego de algoz do passado e outros já harmonizados em busca de reequilíbrio e avanço evolutivo.

 Dessa forma outros Espíritos que formarão o novo lar são buscados nas esferas espirituais que se encontram para, também, fazerem parte dessas assembleias para conhecimento do retorno e do novo lar que farão parte. Paralelamente, outros tarefeiros dessa área, além de ajudarem na escolha mais adequada dos futuros corpos físicos, recebem tratamento energéticos em seus Perispiritos, como forma mais adequada para suportarem a nova caminhada terrestre.

 Em desdobramento, por várias vezes, fomos encaminhados para participamos, e também, e levarmos a palavra esclarecedora quanto os esperará na nova caminhada que ocorrerá. Dessas experiências constatamos que o mesmo que ocorrem com eles, Espíritos desencarnados, aqui na crosta terrestre acontece, ou seja, as palestras que frequentamos são, ao contrário dela, preparações para a “morte”, mas do corpo material, na realidade, para a vida imortal do Espírito.

 Isto posto, é bom termos ciência que o nosso corpo físico atual é o que mais necessitamos para a presente existência e a família que possuímos é a melhor para as nossas necessidades evolutivas e, nunca, devemos fugir desses compromissos assumidos do lado de lá, pois, apesar das desavenças e dos transtornos que virão é o melhor para nós.

 Ao retornarmos a este campo progressista iremos na gestação da futura mãe receber as energias adquiridas em nossa existências pretéritas, sutis da evolução conquistadas e densas das carregamos em nosso desencarne no Perispírito, as quais serão filtradas durante nossa caminhada neste novo corpo para serem extirpadas, em definitivo, do Espírito.

 Do exposto, entende-se que as enfermidades individuais, ou até mesmo coletivas através das epidemias regionais ou globais, são para o saneamento do Espírito Imortal, que ficará livre dessas cargas negativas que estavam impregnadas em seus Espíritos. Jesus, o Divino Instrutor, já nos ensinava com as seguintes palavras: Somos escravos de nossos pecados.

 A Ciência já certificou que tudo é energia, a qual dependerá da agregação que iremos dar a ela: negativa ou positiva. Por outro lado, a Doutrina Espírita especifica a existência da Lei de Afinidade e a Lei de Ação e Reação, leis essas que imperam na evolução atual do nosso Mundo Terra, justamente a procura do reequilíbrio de tudo que foi desequilibrado por nós mesmo. Hoje, mais do nunca, estão acontecendo esses fatos através dos inúmeros contágios virais, de doenças ainda desconhecidas, de mortes coletivas e tragédias e calamidades, tudo há mais de dois mil anos anunciados pelo Mestre Divino, para nossos tempos denominados por Tempos Chegados.

 Como vimos em linhas anteriores, na escolha da nova vestimenta carnal, este virá com sua imunologia determinada mais fraca do restante do corpo, o que leva a facilidade dos contágios imperativos para a eliminação das energias negativas do Espírito para o corpo material, assim, livrando-nos desse “peso” espiritual que não nos deixava subir em esferas mais altas, a caminho de Deus.

 Toda mecânica do encarne e desencarne está ligada aqui na Terra, ainda nossa Casa que nos recebe tendo em vista as nossas energias advindas deste planeta. As leis científicas afirmam que nossos corpos são produtos das energias peculiares a este orbe. Por exemplo: Se pegarmos uma rocha e entregarmos a um químico e pediremos para nos revelar de que elementos ela é constituída, receberemos como resposta que na mesma contêm: cálcio, potássio, ferro, sódio, zinco, magnésio, entre outros sais minerais; por outro lado, se formos a uma clínica de análise sanguínea e pedirmos ao analista clínico para retirar alguns milímetros de sangue e nos informar quais são elementos principais que a compõem, teremos como resposta o seguinte: entre outros, cálcio, potássio, ferro, sódio, zinco, magnésio.

 Destarte, explica que somos Filhos da Terra, dessa forma, na gestação do novo corpo físico são atraídos para o mesmo em sua formação, adequado a vivência aqui no planeta, seguindo nossa tese científica, a Genética Espiritual (1) preparada nas Câmaras Reencarnatórias.

 Finalizando esta matéria, outra tese científica nossa: A Ecologia e a Reencarnação (1) contemplam os ensinos de Jesus que nos alertou sobre o cuidado com desequilíbrios materiais e morais, a saber: as paixões, ódios, vícios e, orgulhos, egoísmo, cobiça, inveja, ciúme, entre outros, os quais são energias pertencentes ao nosso mundo mais denso e, ao desencarnar, em hipótese nenhuma, podemos levar impregnados no Espírito, pois essas energias densas vão atrair o Espírito para o reencarne, por serem desse plano mais denso. O Espírito ao levar essas energias não deixa ir para planos mais altos, por estarem sendo atraídos pela gravitação do plano mais denso. Eis porque reencarnamos.

 Por derradeiro lembremos das palavras de dois gênios: “A Ciência sem a Religião é manca e a Religião sem a Ciência é cega”, Albert Einstein; “Somos doentes em laboriosa restauração” e “Todos somos enfermos pedindo alta”, Emmanuel.

 

JOÃO DEMÉTRIO LORICCHIO

 1-CRIMINOLOGIA GENÉTICA ESPIRITUAL, Mundo Maior Editora, nosso livro, SP, 2000

2-A ECOLOGIA E AS CALAMIDADES, Mundo Maior Editora, nosso livro, SP, 2012.

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A QUESTÃO DA REENCARNAÇÃO DOS ANIMAIS

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Por Ivany Lima- Apresentadora do Programa Nossos Irmãos Animais na Rádio Boa Nova

 Revista Espírita de 1858, mês de agosto, item as habitações do Planeta Júpiter:

“É o caso dos Espíritos animais que povoam Júpiter ; se aperfeiçoaram ao mesmo tempo em que nós, conosco e com a nossa ajuda. A lei é mais admirável ainda: ela faz tão bem do seu devotamento ao homem a primeira condição para a sua ascensão planetária, que a vontade de um Espírito de Júpiter pode chamar para si todo animal que em uma de suas vidas anteriores, lhe haja dado provas de afeição. Essas simpatias que formam , no Mais Alto, famílias de Espíritos, agrupam também, ao redor das famílias, todo um cortejo de animais devotados.”

Queridos amigos

Vemos nessa passagem linda que os animais podem seguir conosco por várias encarnações. Os laços de amor que temos com eles, não são destruídos pela reencarnação. Não sabemos quanto tempo eles irãodemorar para reencarnar porque depende da evolução de cada um. Não sabemosse vem na nossa família , se vem na mesma espécie , ou em outra , se vão para outros mundos . Só quem sabe são os espíritos que cuidam deles. São os bons espíritos que programa a reencarnação dos animais. O importante é que eles não nos esquecem e nós também não o esquecemos. Eles também não sofrem com a separação. Deus na sua infinita misericórdia, não os deixam sozinhos  e a vibração de amor desses espíritos zoófilos é tão grande , que eles sentem esse amor e não sofrem . E como dizia o amigo Chico Xavier: “Quando amamos muito os nossos animais,  os espíritos amigos os trazem de volta para que não sintamos sua falta “ . Eles podemser trazidos até nós para nos visitar . Os laços de família são cada vez mais fortalecidos através das reencarnações. Os animais fazem parte da nossa família espiritual. O dia que compreendermos que os animais são nossos irmãos, estaremos enfim aprendendo a amar.

Para quem quiser se aprofundar no assunto,  o livro “ Todos os animais merecem o céu “, do Médico Veterinário espírita , Marcel Benedeti é uma excelente leitura .

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OS ANIMAIS PODEM SER MÉDIUNS OU MANDAR MENSAGENS ?

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Por Ivany Lima – Apresentadora do Programa Nossos Irmãos Animais na Rádio Boa Nova

Há dúvidas a respeito de comunicações de animais. Se é possível que eles nos mandem mensagens, se podem ver e ouvir os espíritos, mas não vamos dar a eles uma responsabilidade que eles não têm. Devemos amá-los, cuidar deles até o último momento de sua vida. Compreendemos que seria maravilhoso receber uma mensagem de um ente tão querido, mas isso não é possível. O processo mediúnico é muito complexo e depende de uma série de fatores. Os nossos irmãozinhos ainda não têm essa capacidade. Eles não podem nem receber uma comunicação e nem dar. Se temos notícias é através dos espíritos de humanos que cuidam deles. Vejam o que nos dizem os Espíritos sobre esse assunto no Livro dos Médiuns:

Capítulo XXII – Da Mediunidade dos Animais

“Sabeis que tiramos do cérebro do médium os elementos necessários para dar ao nosso pensamento a forma sensível e apreensível para vós. É com o auxílio dos seus próprios materiais que o médium traduz o nosso pensamento em linguagem vulgar. Pois bem: que elementos encontraríamos no cérebro de um animal? Haveria ali palavras, letras, alguns sinais semelhantes aos que encontramos no homem, mesmo o mais ignorante? Não obstante, direis, os animais compreendem o pensamento do homem, chegam mesmo a adivinhá-lo. Sim, os animais amestrados compreendem certos pensamentos, mas acaso já os vistes reproduzi-los? Não. Concluí, pois, que os animais não podem servir-nos de intérpretes.” (*)

(*) Nessa passagem fica claro que eles não podem ser médiuns. Os animais não tem a capacidade de retransmitir o pensamento dos Espíritos a nós.

Capítulo XXV – Das Evocações

  1. Como se explica então que certas pessoas tenham evocado animais e recebido respostas?

– Evoque um rochedo e ele responderá. Há sempre uma multidão de Espíritos prontos a falar sobre tudo. “(*)

(*) Nessa questão os Espíritos são claros que não são os animais que respondem e sim os espíritos de humanos, que nem sempre são os mais sérios. Por isso devemos sempre analisar as comunicações. É conselho dos Espíritos no Evangelho Segundo o Espiritismo que não acreditemos em todos os Espíritos, mas que devemos provar se os Espíritos são de Deus. Nossa condição humana nos faz conviver com Espíritos de toda ordem. Nossas atitudes e comportamentos durante nossa vida nos fazem atrair bons ou maus espíritos. Por isso é necessário o estudo constante da Doutrina Espírita, para não nos deixarmos levar por ilusões. Para conhecer um pouco mais sobre a Espiritualidade dos Animais dentro do Espiritismo, uma ótima leitura é o livro Os Animais Conforme o Espiritismo do Autor e Veterinário, já desencarnado, Marcel Benedeti. É um Livro que é direcionado aos Espíritas e muito esclarecedor.

OS ANIMAIS SÃO ALMA-GRUPO ?

Ainda persistem dúvidas sobre a alma dos animais. Divulgam teorias que não são Espíritas, como por exemplo, que os animais são “alma-grupo”. Essa teoria consiste em que a alma dos animais pertence a um Todo. Ao encarnarem se dividem e vivem sua encarnação na terra e quando desencarnam voltam ao Todo novamente. Vejam que os Espíritos são claros ao afirmarem que isso não existe.

Livro dos Espíritos

  1. Que pensar da teoria da alma subdividida em tantas partes quantos são os músculos, presidindo cada uma as diferentes funções do corpo?

…..Já dissemos que o Espírito é indivisível, ele transmite o movimento aos órgãos através do fluido intermediário, sem por isso se dividir. (*)

(*) O animal tendo espírito ele é indivisível. Não existe,  portanto, alma-grupo. O que volta para O Todo é o Fluído Vital. Os Espíritos, na questão 540, nos afirmam que o Espírito Evolui do Átomo ao Arcanjo, que por sua vez começou pelo Átomo.

  1. A alma dos animais conserva após a morte sua individualidade e a consciência de si mesma?

Resp: Sua individualidade, sim, mas não a consciência de si mesma. A vida inteligente permanece em estado latente. (*)

(*) Novamente a afirmação dos Espíritos dizendo que a alma dos animais é individual. Portanto , quando desencarnam , mantém essa individualidade e não voltam ao todo coletivo, ou alma grupo, como alguns afirmam equivocadamente.  A Evolução dos animais , assim como a nossa , segue um curso. À medida que vamos evoluindo, adquirimos corpos mais evoluídos também. Acreditar, como dizem os Espíritos, que Deus criaria algo sem futuro, seria blasfemar contra sua bondade que se estende sobre todas as suas criaturas. Eles não tem consciência de que são Espíritos em evolução e nem conhecem a Deus, por isso nossa responsabilidade em relação a eles, de tratá-los como nossos irmãos menores, não como nossos escravos.

O PASSE EM ANIMAIS

O Tratamento Espiritual não é benéfico apenas para os animais, é também para seus tutores e para nós. O desconhecimento da Doutrina Espírita faz com que pesem mais o orgulho do que a caridade ao próximo e a interpretação equivocada de seus preceitos acabam prejudicando a propagação do Espiritismo.

Enxergamos nesse trabalho a oportunidade valiosa de exercermos a caridade e de divulgarmos o Espiritismo. Para nós , quando vemos a alegria e a esperança brotarem novamente nos olhos dos tutores que nos procuram , quando continuam frequentando o trabalho mesmo depois do desencarne de seu animalzinho ou quando relatam que seu animalzinho desencarnou de forma tranquila e que estão mais conformados porque se sentiram amparados, não tem preço.  É isso que vale para nós e que nos faz lutar sem cessar em favor dos nossos irmãos menores.

O passe em animas não é moda e está de acordo com a Doutrina Espírita. Vejam o que diz Herculano Pires sobre o assunto no livro Mediunidade, Vida e Comunicação, que foi escrito há quase 40 anos atrás, onde ele mesmo relata que ajudou sua cachorrinha que estava desenganada pelo Veterinário. É um capítulo inteiro falando sobre os animais. Herculano foi um dos maiores Espíritas deste país e lutou durante sua vida inteira para defender os seus preceitos.

“A assistência mediúnica aos animais é possível e grandemente proveitosa. O animal doente pode ser socorrido por passes e preces e até mesmo com os recursos da água fluidificada…..Mas na Mediunidade Veterinária a situação se modifica. O reino animal é protegido e orientado por espíritos humanos que foram zoófilos na Terra, segundo numerosas informações mediúnicas. O médium veterinário, como o médium humano, não transmite os seus fluidos no passe por sua própria conta, mas servindo de meio de transmissão aos espíritos protetores. A situação mediúnica é assim muito diferente da situação magnética ou hipnótica. Ao socorrer o animal doente, o médium dirige a sua prece aos planos superiores, suplicando a assistência dos espíritos protetores do reino animal e pondo-se à disposição destes. Aplica o passe com o pensamento voltado para Deus ou para Jesus, o Criador e o responsável pela vida animal na Terra. Flui a água da mesma maneira, confiante na assistência divina. Não se trata de uma teoria ou técnica inventada por nós, mas naturalmente nascida do amor dos zoófilos e já contando com numerosas experiências no meio espírita.”

” Tivemos experiência com uma cachorrinha pequinês desenganada pelo veterinário. Com os passes recebidos durante a noite, amanheceu restabelecida. O veterinário assustou-se com o seu estranho poder de recuperação. Um veterinário amigo e espírita contou-nos os seus sucessos no socorro mediúnico aos animais, ressaltando o caso de parto de uma vaca de raça, em que ele já se considerava fracassado. Recorreu à sua possível mediunidade veterinária e as dificuldades desapareceram. Tudo é possível no plano do bem, da prática do amor. ”

( Capítulo XI – Mediunidade Zoológica )

Chico Xavier aplicava o passe nos animais com todo amor e sempre foibeneficiado e ajudado pelos Bons Espíritos .

No Livro Conduta Espírita, ditado pelo Espírito de André Luis, que fala favoravelmente aos recursos mediúnicos aos animais, fica claro que é um ato de caridade e de amor ao próximo, que significa tudo que tem vida.

“No recurso aos animais doentes, usar os recursos terapêuticos possíveis, sem desprezar mesmo aqueles de natureza mediúnica, que aplique a seu próprio favor . “

 

Marcel Benedeti (1)


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MARCEL BENEDETI – O AMIGO

Marcel Benedeti (1)

Era dia 15 de julho de 2004 , quando uma vizinha bate a minha porta dizendo que havia uma cachorra grande que estava sangrando , e que tinha medo de chegar perto e ser atacada. Fui com ela ver o que estava acontecendo e tentar ajudar da melhor maneira. Quando cheguei ao local onde estava o animal, não acreditei nas condições em que estava vivendo. Era uma obra inacabada, cheia de cimento, cal e sem nenhuma condição de ninguém ficar. O sangramento era nítido devido a ataques de outros cães, sendo que não havia como fechar o portão. Adotei a cachorra na hora, que parecia ser uma Pastora Belga, só que muito mal tratada. Naquele dia não poderia imaginar, que por amor a ela, para tentar salvar sua vida, poucos anos depois, iria conhecer a pessoa que mudaria minha vida para sempre.

Devido a tantas doenças que foram aparecendo ela ficou comigo, pois precisava de cuidados veterinários o tempo todo. Fez tratamento de renite alérgica, até descobrir em 2006 que era um tumor maligno.

No dia 1 de julho de 2007, um domingo, vi uma entrevista de um veterinário falando dos animais. Era o Dr.Marcel Benedeti, falando de tratamento Espiritual para os animais. Fiquei encantada e cheia de esperança, pois era a única chance de tentar salvar a Natasha.

Nunca poderia imaginar que aquele homem de hábitos simples, com o consultório pequeno que ele tomava conta sozinho, atendia ao telefone, se tornaria a pessoa que mudaria a minha vida, me ensinaria tudo que sei de Espiritualidade dos Animais, que me ensinaria a ver o sofrimento pelo qual eles passam de uma forma mais espiritualizada, baseada em Kardec, que me ensinaria que só podemos efetivamente ajudar os animais se ajudarmos também aos seres humanos.

Deus nos dá grandes oportunidades de aprendizado, e poder conviver por alguns anos com o Marcel foi uma delas. Durante o trajeto da clínica para o Centro Espírita e do Centro para algum lugar onde o deixaria, pudemos ter longas e proveitosas conversas.

A Natasha ficou em tratamento durante 2 meses, foi quando aconteceu o  “milagre “. O tumor que a atormentava começou a sair de seu focinho, e um dia caiu. Ela estava curada. Lembro-me que foi uma grande alegria e uma prova de que tanto a Homeopatia, quanto o Tratamento Espiritual realmente funcionam. O Marcel chegou a dizer que a Natasha veio para chamar a atenção da ciência.

Mesmo com todos os cuidados médicos e espirituais, ela veio a desencarnar no dia 03/01/2008, seis meses depois, de insuficiência renal, na sala de palestra do Centro. O Marcel já estava dentro da sala de passe, ele não sabia o que tinha acontecido.  Naquele dia eu pude conhecer a bondade e o altruísmo dele. Por estar muito abalada, ele me chamou para ficar com ele e outra moça dentro da sala e colocou a Natasha, já sem vida em um lugar escondido. Ele me tratou com tanto carinho e tanta consideração, que jamais esquecerei. Ele me contou que antes de saber que a Natasha havia desencarnado a viu dentro da sala. Disse que perguntou a ela: “O que você está fazendo aqui Natasha, não está na hora ainda”. Ele a viu em espírito.

Naquele dia pude constatar o tamanho da bondade e da amizade daquele homem tão simples em sua maneira de ser.  Pude sentir e ter provas do verdadeiro significado da palavra “Amizade “.

Ele nunca enriqueceu com a sua profissão.  Apesar de ser um dos melhores veterinários que já conheci, ele mais ajudava as pessoas e aos animais do que a ele mesmo.  Sempre que conversávamos aprendia algo importante. Uma das coisas que aprendi de mais valiosa com o Marcel é que não podemos amar os animais sem amarmos também o ser humano. Que a melhor maneira de ajudarmos aos animais é ajudando o ser humano.  Aprendi que devemos vibrar amor por aqueles que maltratam os animais, porque um dia irão se arrepender.

Em abril ele descobriu que teria que fazer um procedimento cirúrgico, pois em seus exames havia dado um tumor maligno.  Ele foi operado e então veio a notícia que jamais poderíamos imaginar. Ele estava desenganado, não teria muito tempo de vida. Aquela notícia caiu feito uma bomba em nossos corações. Seu comentário foi que se a Natasha ficou curada, ele também podia ficar. Seu estado ia piorando, pois ele sentia dores, mas como sempre, não reclamava e voltava a dizer que iria desencarnar logo.

O Marcel nunca se esquivou de responder nada que perguntassem a ele. Se houvesse alguma pergunta ou comentário absurdo ele sempre dava “a cara a tapa “como dizíamos. Nunca teve medo ou vergonha da Doutrina. Sua segurança por estar sempre estudando, dava a ele a certeza de que estava agindo de forma correta.

No dia 01/02/2010, mais ou menos 11 horas da manhã, recebi uma das piores ligações de minha vida. Sua esposa, pessoalmente, num gesto de extrema consideração e bondade me liga. Em um momento tão difícil e dolorido para família, ela mesma avisa que o Marcel havia acabado de desencarnar.

Depois do funeral, não me lembro como cheguei em casa aquele dia. A única coisa que me lembro é de pensar como iríamos fazer o trabalho espiritual com os animais sem ele? Como iríamos continuar fazendo o programa sem ele?

Hoje, a nossa meta é divulgar o seu trabalho e a espiritualidade dos animais. Com toda certeza, Marcel Benedeti foi um grande Homem, um grande Espírita e um Grande Amigo. Para nós um amigo inesquecível.  Para mim, aquele que mudou a minha vida. Que me ensinou tudo sobre espiritualidade dos animais. Que me ensinou que devemos amar também os seres humanos e que foi e continua sendo, o melhor AMIGO. “QUE SAUDADE!”

Ivany Lima, apresentadora do Programa Nossos Irmãos Animais pela RBN

 

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