Editora Mundo Maior

Despertando Conhecimento

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Nesse domingo autógrafos com o autor Sebastião Camargo na bienal do livro

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 31/08-14h às 16h: Autógrafo com o autor e comunicador da Rede Boa Nova de Rádio, Sebastião Camargo, autografando a obra O Despertar da Consciência- do Átomo ao Anjo, da editora Despertar da Consciência
Estande da Mundo Maior Editora e Distribuidora na Bienal: Rua K301
Pacientes CAL fazem leitura por meio da comunicação alternatia


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A leitura por meio da comunicação alternativa

Pacientes CAL fazem leitura por meio da comunicação alternatia

Pacientes CAL fazem leitura por meio da comunicação alternativa

Com ajuda da comunicação alternativa deficientes intelectuais realizam leitura do livro Tininha, A gotinha d’ água em defesa do meio ambiente na Bienal do Livro
Dia 24 de agosto, às 14h30 pacientes com deficiência intelectual, atendidos pela Unidade de Longa Permanência das Casas André Luiz participarão de uma atividade de leitura na 23ª Bienal Internacional do Livro, no estande da Mundo Maior Editora e Distribuidora, da Fundação Espírita André Luiz.
Utilizando o recurso da comunicação suplementar ou alternativa, os pacientes acompanhados pela equipe de fonoaudiologia da instituição realizarão a leitura do livro Tininha, A gotinha d’ água em defesa do meio ambiente. A obra trata sobre a necessidade de se preservar o meio ambiente e alerta para os perigos da poluição.
Esse projeto voltado à literatura faz parte de um trabalho multidisciplinar desenvolvido pelas Casas André Luiz com seus pacientes e tem trazido ótimos resultados. No caso da leitura, capaz de ampliar os horizontes, também pode contribuir muito com o tratamento e evolução desses pacientes no despertar de suas capacidades e habilidades comunicativas.
Por meio da linguagem não- verbal, utilizando símbolos, o sistema auxilia os indivíduos com comprometimento na fala a se comunicarem, ajudando- os a transmitir suas ideias, desejos, pontos de vista, necessidades e sentimentos. Os frutos desse projeto podem ser vistos na prática. A partir da exposição de seus pensamentos usando essa ferramenta de comunicação, são ouvidos pelo mundo. As reflexões desses pensadores iluminados que fazem parte do Programa de Comunicação Suplementar ou Alternativa, podem ser conhecidas e compartilhadas pelo público no Blog Nossos Poetas: http://www.facebook.com/nossospoetas
Outro projeto desenvolvido pelos pensadores iluminados é o CD Nossos Poetas Iluminados, lançado pela Fundação Espírita André Luiz. O CD reúne uma coletânea de canções compostas a partir de textos transmitidos por pacientes das Casas André Luiz, interpretados por talentosos músicos.
Mais informações sobre a Comunicação Suplementar ou Alternativa e a utilização desse recurso pela Unidade de Longa Permanência das Casas André Luiz com seus pacientes: http://www.youtube.com/watch?v=56YaZHvfDnQ

Dia 24 de agosto, às 14h30
Estande Mundo Maior Editora: Rua K301


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Relacionamentos: Construindo o Amor

Por Ivanir Sanches

Romantismo

Ah o amor! Muito dele tem se falado, cantado em prosas e versos, escrito em rimas pobres e ricas, torpes e vãs! A eterna procura da alma gêmea, os encontros e desencontros, o assunto é interminável!

A maioria constrói expectativas sobre o príncipe encantado e estas acabam, na convivência do casamento, oficial ou não, se revelando apenas uma tênue ilusão e acarretando grandes desapontamentos.  Ao tecer fantasias e idolatrar a figura do eleito acaba-se por fechar os olhos para a realidade, deixando de notar a verdadeira personalidade do companheiro.

Retrocedendo um pouco no tempo vamos encontrar a liberdade desencadeada pela revolução sexual dos anos sessenta, ocasionada pelo advento da pílula anticoncepcional. Foi um grande marco do início da emancipação feminina, mas também o momento em que valores importantes foram relegados.

Em consequência hoje, meio século depois, filhos e netos desta revolução dos costumes, vivenciam tanta liberdade que confunde os mais recatados, afasta os bem intencionados, destroem a oportunidade do encontro mágico, feito pela sedução do olhar, emoção de caminhar de mãos dadas, o primeiro beijo roubado na penumbra do portão.

O comportamento feminino adentra facilmente os limites da vulgaridade e afasta cada vez mais a possibilidade da realização sentimental. E assim nos deparamos com a descrença e a solidão.

As jovens hoje calçam um salto de quinze centímetros, vestem uma saia que mal cobre as nádegas ou um shorts minúsculo, gastam horas no cabeleireiro fazendo luzes, chapinha, unhas, pé, massagem, e assim esmeradamente produzidas, vão para as baladas regadas a álcool, fumo e utopia.

Embaladas pelos vapores etílicos passam de mão em mão e contabilizam bocas beijadas como preenchendo um álbum interminável de figurinhas coloridas. No raiar da madrugada, a maquiagem borrada nos olhos, os cabelos emaranhados e pernas cansadas, são o saldo solitário de quem muito experimentou e não encontrou o príncipe almejado, nem mesmo um “sapo” para consolo e companhia. Não raras vezes, semanas depois, acabam por colher a semeadura da noite escura, uma gravidez inesperada, um filho de pai desconhecido, as fotos nua pelas páginas da Internet.

Mas onde acontece o encontro de almas, aquela vibração miraculosa que une dois corações no desejo de ficar junto, formar uma família, criar filhos?

Ao observarmos casais conhecidos percebemos que a maioria não se conheceu numa balada e nem estava super elegante e produzida no primeiro encontro. Esta ilusão de poder e ousadia, criada pela mídia, ou o conselho de que você se tornará irresistível com este ou aquele perfume, esta ou aquela marca de sapatos, vestido ou lingerie, rebolando Funk ou mostrando o corpo,  é pura fantasia.  É apenas uma estratégia para vender produtos que não se precisa e que nada acrescenta na conquista, na construção de um relacionamento verdadeiro.

À primeira vista sim, a mulher produzida impressiona, atrai a cobiça,  mas só! A mulher sedutora é aquela que não mostra o corpo para atrair! Ela seduz com a discrição, o sorriso, a boa cabeça, a linguagem sadia isenta de grosserias.

A grande estilista francesa Coco Chanel dizia que “uma mulher nunca deve sair de casa sem se arrumar um pouco, pois nunca se sabe, talvez seja o dia em que ela tem um encontro com o destino”.

Mas esse “se arrumar” um pouco não deve ser apenas a aparência, a ostentação, a vaidade levada ao extremo.  A mulher deve cuidar da cabeça e da beleza do espírito, com a mesma intensidade com que cuida dos cabelos. Deve cultivar virtudes,  bons pensamentos e valores morais em abundância. Desta forma atrairá pessoas que vibram na mesma sintonia, têm os mesmos desejos e as portas do coração abertas para sentimentos nobres.

O destino pode estar naquele colega de escritório, no amigo que está sempre disposto a te socorrer com o pneu do carro furado, no vizinho que resolve a pane do seu computador, que parece ter os mesmos os horários que o seu, mas que talvez fique de tocaia só para ouvir um “bom dia” ou “boa noite”.

Ao cuidar dos pensamentos, dedicar-se ao aprimoramento da beleza espiritual, com boas leituras, boas ações, hábitos sadios e virtuosos, estará lapidando  as arestas e sua alma irradiará essa energia benigna como uma lâmpada que se acende na escuridão. E por afinidade atrairá em seu caminho aquele espírito que é o seu destino,  que vibra na mesma sintonia e com quem terá condições de caminhar no mesmo passo e edificar a construção do verdadeiro amor.

Livro Almas Gêmeas Online

Ivanir Pineda Sanches é autora da Mundo Maior Editora.
Publicou o livro: Almas Gêmeas On Line 


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O Evangelho da Caridade

Evengelho da Caridade

Quando sinto o assédio das forças perturbadoras do mundo tentando assaltar a cidadela de minha alma, mergulho o coração nas águas desse rio sereno que flui da Eternidade chamado “O Evangelho Segundo o Espiritismo”. E me sinto em paz, protegido por sua mensagem de Amor, impregnada pela misericórdia divina. Por isso, se me fosse permitido lhe acrescentar um segundo nome, eu o chamaria de “O Evangelho da Caridade”.
Sim, porque o Anjo da Caridade, esse ser divino de asas puríssimas que espaneja pó de luz sobre todas as suas passagens, também começa a se aninhar em nosso coração quando nos habituamos a assimilar os seus ensinamentos e a vivenciá-los no decorrer de nossa existência.
Em vista disso, eu convido o gentil leitor a vir comigo para acompanharmos com reverência e discrição as duas seguintes passagens desse anjo evanescente pelo nosso meio.

A dama distinta

1 – Quem é essa mulher de ar distinto, de trajes simples, que se faz acompanhar deuma mocinha também modestamente vestida? Entra numa casa de aparência pobre, onde jaz uma mãe de família cercada de crianças. Ela vem acalmar todas as dores. Traz tudo o de que necessitam, acompanhado de meigas e consoladoras palavras, que fazem com que seus protegidos aceitem o benefício sem corar. O pai está no hospital e, enquanto lá permanece, a mãe não consegue prover às necessidades da família. Graças à boa senhora, aquelas crianças não mais sentirão frio, nem fome; irão à escola
agasalhadas e, para as menores, o seio que as amamenta não secará.
Terminada a sua jornada, a boa senhora diz de si para consigo: “Comecei bem o meu dia”. Qual o seu nome? Onde mora? Ninguém o sabe. Para os infelizes, é um nome que nada indica, mas é o anjo da consolação. À noite, um concerto de bênçãos se eleva em seu benefício ao Criador, porque todos a bendizem.
Por que esse traje tão singelo? Para não insultar a miséria. Por que se faz acompanhar da filha? Para lhe ensinar como se deve praticar a Caridade. Em casa, é mulher da sociedade, porque a sua posição o exige. Ignoram, porém, o que faz, porque ela não deseja outra aprovação, além da aprovação de Deus e da sua consciência.

Certo dia, no entanto, uma circunstância imprevista leva-lhe à porta da casa uma de suas protegidas, que andava a vender trabalhos executados por suas mãos. A protegida, ao vê-la, reconheceu nela a sua benfeitora. “Silêncio! ordena-lhe a senhora, não o digas a ninguém”. Jesus também falava assim.

O anjo do Amor

2 – Dei esta manhã o meu passeio habitual e, com o coração amargurado, venho dizer-vos: “Oh! meus amigos, quantas lágrimas e quanto tendes de fazer para secá-las todas!” Em vão, procurei consolar algumas pobres mães, dizendo-lhes ao ouvido: “Coragem! há corações bons que velam por vós; não sereis abandonadas!” Elas pareciam ouvir-me e voltavam para o meu lado os olhos arregalados de espanto. Eu lia nos seus semblantes que seus corpos tinham fome e que, se minhas palavras lhes serenavam um pouco os corações, não lhes enchiam os estômagos.
Então uma pobre mãe, ainda muito jovem, que amamentava uma criancinha, tomou-a nos braços e a estendeu no espaço vazio, como a pedir-me que protegesse aquele entezinho que só encontrava, num seio estéril, uma alimentação insuficiente.
Vi em outros locais, pobres velhos sem trabalho e quase sem abrigo, envergonhados de sua miséria, sem ousarem implorar a piedade dos transeuntes. Com o coração cheio de compaixão, eu, que nada tenho, me fiz mendiga para eles e vou, por toda parte, estimular a Caridade, inspirar bons pensamentos aos corações generosos e compassivos.
É por isso que venho aqui e vos digo: “Há por aí infelizes, em cujas choupanas falta o pão, os fogões estão sem lume e os leitos sem coberta. Não vos digo o que deveis fazer; deixo a iniciativa aos vossos bons corações”. Mas, se peço, também dou e dou bastante. Eu vos convido para um banquete e vos ofereço uma árvore carregada de flores e de frutos! Colhei os frutos dessa linda árvore que se chama Caridade. No lugar dos frutos que tirardes pendurarei todas as boas ações que praticardes e levarei a árvore a Deus, que a carregará de novo, visto que a Caridade é uma fonte inesgotável.
Acompanhai-me, pois, a fim de que vos conte entre os que se alistam sob a minha bandeira. Nada temais; eu vos conduzirei pelo caminho da salvação, porque meu nome é Caridade.

***

Eis aí, caro leitor, o que representa para mim “O Evangelho Segundo o Espiritismo”. Porque todos nós já sabemos – pois o apóstolo Paulo já nos ensinou – que podíamos falar todas as línguas dos anjos e dos homens, termos o dom da profecia, conhecermos todos os mistérios e todas as ciências, distribuirmos todos os nossos bens aos pobres e até entregarmos nossos corpos vivos às chamas – mas se não tivermos Caridade, nada disso nos aproveita, porque não passaremos de um metal que tine e de um sino vão que soa.
Como vemos em Paulo, há dois tipos de Caridade: a que é feita ao zabumbar dos bombos, para consumo externo, e que conduz à tranquilidade estéril do Mar Morto; e a que é feita no silêncio da alma, por Amor ao próximo, e que conduz à tranquilidade da Paz Celestial prometida pelo Cristo. Esta é a Caridade que faz resplandecer sua abençoada luz no Evangelho elaborado por Kardec.

Livros de Mário Frigéri

Mário Frigéri é autor da Mundo Maior. Pulicou os livros: 100 Poemas que Amei e Brasil de Amanhã- O Futuro do Brasil á Luz das Profecias.

Mário Frigéri
mariofrigeri@uol.com.br


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Dores da Alma

Por Agnaldo Paviani

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“No deserto do mundo a única terra fértil é o coração do homem”.
Dom Hélder Câmara

· Amou incondicionalmente e não foi correspondido, em razão disso se zangou. Então esse amor não era tão verdadeiro assim, porque o amor incondicional não espera retribuição.

· Lutar pelas coisas, principalmente por justiça é um direito e um dever. Entretanto pode-se adoecer física e espiritualmente a depender da carga emocional que se empregar para lutar. Lutar por justiça é saudável, mas quando se luta por justiça sentindo raiva, corre-se risco de adoecer.

· Quem mata por amor é portador de qualquer outro sentimento, menos amor, porque o amor liberta e plenifica. Quem, por exemplo, diz amar loucamente e tem crises de ciúme é, em verdade, uma criatura doente.

· O que se enxerga tem muito haver com o foco de atenção.

· Pode-se afirmar que acontecimentos ruins ou bons que ocorrem na vida estão “conectados” ao modo de se interpretar a vida.
***

A verdade é que sabemos muito pouco sobre nós mesmos. Em razão disto, muitas dores que consideramos do corpo são, na verdade da alma.

· Podemos ter uma dor de estomago de “tanto engolir sapos”, ou seja, porque “vamos empurrando tudo para dentro” e, com certeza, sentiremos dor.

· A diarreia pode ser consequência de um estado emocional alterado.

· Às vezes nosso acido úrico elevado tem haver com a inveja que sentimos de alguém.

· Dor do peito pode ser fruto de angústia que carregamos há muito tempo.

· Dor no corpo pode ser consequência de nossa depressão.

· Algumas cataratas são provenientes da forma como vemos o mundo.

 

Em qualquer dessas situações, procure um bom médico e, claro, faça exames e cuide do corpo.

Portanto, está mais do que na hora de entendermos que somos corpo-espírito e, não tão somente o corpo.

A dor ou infecção de um órgão pode ser apenas um efeito. Ou seja, a ciência não pode – pelo menos não poderia – analisar um órgão separadamente. Há dores ou problemas que são reflexos. Reflexos de problema em outros órgãos, ou, possivelmente reflexos de problemas no espírito. Muitas dores na alma repercutem no corpo físico.
Podemos adoecer do corpo:
· Se nos permitimos o autoabandono;
· Se nos sentirmos esmagados pela culpa e pelo remorso;
· Se tivermos diariamente explosões de cólera;
· Se não tivermos bons hábitos mentais;
· Se formos ciumentos e invejosos;

Certa vez atendi na Instituição em que trabalho, espiritualmente falando, uma senhora que tinha câncer na garganta. Como o caso era grave, pedi ajuda a um “amigo espiritual”.

Ao senti-lo próximo, estabeleci com ele o seguinte diálogo:

- A doença que ela sofre tem a ver com carma?
– Não, para esta encarnação não havia nenhuma programação nesse sentido.
– Acaso ela é fumante e o cigarro provocou essa doença?
– Naturalmente o cigarro pode causar esse tipo de câncer, mas não é o caso dela.
– Trata-se de algo hereditário?
– Não, porque a hereditariedade está submetida a questões cármicas.
– Então porque isso aconteceu com ela?
– Resultado de anos de maledicência. Nossa irmã habituou-se de tal maneira a falar mal dos outros que atraiu para si, ao longo do tempo, essa enfermidade.

Caros irmãos, com certeza não podemos generalizar. Cada caso é um caso. Que essa narrativa nos deixe ALERTA, considerando os efeitos da qualidade da vibração de nossos sentimentos, pensamentos e ações.
Certa vez um “amigo espiritual” afirmou:

“Em termos de DOENÇAS DA ALMA, somos portadores do câncer do egoísmo e, durante toda a vida, deveremos ser submetidos à quimioterapia do amor e à radioterapia da caridade.”

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Artigo baseado no livro Respire… Conte até Dez de Agnaldo Paviani, Editora Sintonia.
O leitor encontra as obras do autor na Mundo Maior Editora e Distribuidora: http://www.mundomaior.com.br ou pelo telefone: (11) 4964-4700


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A Realidade da Morte

Por João Demétrio

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Com toda certeza a Doutrina Espírita, como reformadora das religiões e de todas as tradições e costumes que não estão com as verdades das Leis e da Natureza do nosso mundo. Entre essas reformas está, até então, a chamada “morte” que na realidade não existe, mas sim, uma transmutação do Espírito do corpo físico para o corpo espiritual. Assim, o Espiritismo veio desmistificar a “morte” e esta verdade vai levar o Homem a ter a total responsabilidade de seus atos, pois não terá a suposta “morte” para encobrir seus atos maléficos.

Portanto, com entendimento da não extinção da vida pela desagregação do corpo orgânico mais denso, saberá que carregará sempre as suas más condutas contra seu próximo e contra a Natureza.

Esta Doutrina Consoladora veio transformar completamente a crença errônea da vida única do ser humano, através dos ensinos dos Espíritos Superiores, assim, encarando a “morte” do corpo físico mais denso com a maior serenidade.

Somente para elucidar compara-se o sono físico com a “morte”. No caso do sono físico, quando o Espírito não se desprende parcialmente de junto ao aparelho físico denso, sofre os reflexos das sensações vivenciadas durante o dia e, em consequência, terá pesadelos durante esse repouso e despertará cansado. O mesmo ocorre quando do despertar pós-sepulcro, o Espírito não preparado para a sequência da vida eterna, sofre os reflexos da vivência carnal, perturbando-o no plano espiritual.

No entanto, os que viveram a renúncia, a generosidade e entregaram-se à prática da caridade e aos estudos, conquistaram o desprendimento dos fluidos pesados da vida material, libertando-se com rapidez dos despojos carnais e tomando, com lucidez, as rédeas de seus atos e pensamentos, agora no plano espiritual.

Quando se fala em mundo material e mundo espiritual é somente no sentido de se demonstrar a sequência que existe para o Espírito Eterno, em sua caminhada progressista, entre planos diferentes de vivências, entretanto, não são dois mundos, mas um único mundo, a do planeta Terra.

Na verdade, o que existe são dois campos vibratórios diferentes. O campo vibratório mais grosseiro pertencente a crosta terrestre, que se percorre com o corpo chamado de carne, onde essas energias encontram-se condensadas e que se traduz em ser muito pesado e de grandes dificuldades de locomoção e, o campo vibratório mais rarefeito, mas também material, onde se faz uso do corpo espiritual (Perispírito), que condiz como um corpo mais sutil em suas energias.

O Espiritismo, podemos dizer, é dualista, por abranger o plano físico e o extrafísico, portanto, o Espírita tem condições de viver as duas vidas, ou melhor, viver nos dois planos: o material e o espiritual, simultaneamente, em virtude dos seus aprimoramentos intelectuais e morais.

Segundo estatísticas a Doutrina Espírita é a única no Brasil que possui 98% de praticantes alfabetizados e estes estão em uma média de 35 anos de idade, ou seja, seguidores jovens com mentalidades abertas e não lhes atingindo as influências dos ensinos dogmatizados.

O que a Medicina ainda chama de “morte” orgânica, não deixa de ser uma desagregação atômica, que ocorre por findar um ciclo evolutivo neste plano, limitado pela vitalidade que tal corpo possuía, donde o Espírito, agregado de energias subatômicas, desprende-se e continua sua vida, sem interrupção para ele, com sua personalidade, com sua cultura e com sua individualidade, num plano compatível com as energias conquistada nesta última caminhada terrestre. Não mais se discute que a vida continua, mas sim, que a Vida é Eterna.

livro

 

João Demétrio é autor da Mundo Maior Editora.Obras publicadas: O Evangelho da Reencarnação; A Ecologia e as Calamidades à Luz da Doutrina Espírita; Demétrius das trevas à Santidade; Um Tratado da Vida- Morte Súbita da Morte.


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Caminhando pelas Ruas

 Por Amarilis de Oliveira 

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Caminhando pelas ruas, observei como as pessoas andam fechadas em seus próprios mundos, sem olhar o outro, sem conhecer seus vizinhos mesmo morando ao lado por anos. O que está acontecendo? -perguntei-me intrigado.

E, ainda caminhando pela rua, analisei meu próprio comportamento e, eu também estava assim. Ocupado mais do que deveria com tantas coisas para fazer. A visita em casa já não é mais um prazer, mas um empecilho à rotina. Nós esquecemos que precisamos de amigos de verdade, palpáveis. Amar e sentir amor.

As redes sociais colocou mais distante ainda o outro, somente pelo computador, com conversas superficiais, sem um relacionamento verdadeiro. E todos acreditam que é o tipo de relacionamento ótimo; é a hora que eu quero, quando eu quero, ligo o computador e olho quem postou o quê. Dando atenção somente no que eu acredito que me interessa, muitas vezes a fofoca do momento.

O amigo de antes nunca ficou tão distante, e nunca tantas mentiras foram contatadas. Tudo ali é vitória, ninguém sofre, ninguém tem problemas. Virou gafe desabafar, procurar “um ombro” para consolo, ser verdadeiro na alegria e na dor. Que triste! Que lástima!

Nunca tantas pessoas moraram sozinhas. Nunca fomos tão intolerantes com as fraquezas e conflitos do outro, o divórcio reina. O casamento, com mega festa hollywoodiana, faz com que o casal já entre no relacionamento enterrado em dívidas, e o amor, do princípio do relacionamento, sufoca e se perde em acusações.

A aparência, mesmo mentirosa, nunca contou tanto. Uns mentem, os outros fingem que acreditam. As celebridades nunca foram tão passageiras.
O remédio mais tomado depois dos antigripais é para depressão, a chamada doença do século. Observe: farmácias demais espalhadas por todo canto, pois é um excelente negócio. Ninguém parece perceber que há algo de muito errado.

Seguimos vivendo como sonâmbulos apesar da pressão evolutiva que nos faz sofrer, entregues às banalidades e excesso de consumismo que não nos satisfazem, mas sem coragem de mudar.

Não adianta, o ser humano é gregário, precisa de relacionamento social real, e quando se afasta, todo mundo perde, fica doente. A doença surge quando nos agredimos, nos afastamos de nós mesmos e dos outros. E Deus deve estar gritando lá de cima: Você está fora do seu caminho, volte. Volte!

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livro

 

Amarilis de Oliveira é autora da Mundo Maior Editora e Distribuidora. Títulos publicados: Cela para Muitos Liberdade para Todos; Inimigo de Família; Folhas Miúdas, Vozes que Alertam 

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