Editora Mundo Maior

Despertando Conhecimento


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Relacionamentos: Construindo o Amor

Por Ivanir Sanches

Romantismo

Ah o amor! Muito dele tem se falado, cantado em prosas e versos, escrito em rimas pobres e ricas, torpes e vãs! A eterna procura da alma gêmea, os encontros e desencontros, o assunto é interminável!

A maioria constrói expectativas sobre o príncipe encantado e estas acabam, na convivência do casamento, oficial ou não, se revelando apenas uma tênue ilusão e acarretando grandes desapontamentos.  Ao tecer fantasias e idolatrar a figura do eleito acaba-se por fechar os olhos para a realidade, deixando de notar a verdadeira personalidade do companheiro.

Retrocedendo um pouco no tempo vamos encontrar a liberdade desencadeada pela revolução sexual dos anos sessenta, ocasionada pelo advento da pílula anticoncepcional. Foi um grande marco do início da emancipação feminina, mas também o momento em que valores importantes foram relegados.

Em consequência hoje, meio século depois, filhos e netos desta revolução dos costumes, vivenciam tanta liberdade que confunde os mais recatados, afasta os bem intencionados, destroem a oportunidade do encontro mágico, feito pela sedução do olhar, emoção de caminhar de mãos dadas, o primeiro beijo roubado na penumbra do portão.

O comportamento feminino adentra facilmente os limites da vulgaridade e afasta cada vez mais a possibilidade da realização sentimental. E assim nos deparamos com a descrença e a solidão.

As jovens hoje calçam um salto de quinze centímetros, vestem uma saia que mal cobre as nádegas ou um shorts minúsculo, gastam horas no cabeleireiro fazendo luzes, chapinha, unhas, pé, massagem, e assim esmeradamente produzidas, vão para as baladas regadas a álcool, fumo e utopia.

Embaladas pelos vapores etílicos passam de mão em mão e contabilizam bocas beijadas como preenchendo um álbum interminável de figurinhas coloridas. No raiar da madrugada, a maquiagem borrada nos olhos, os cabelos emaranhados e pernas cansadas, são o saldo solitário de quem muito experimentou e não encontrou o príncipe almejado, nem mesmo um “sapo” para consolo e companhia. Não raras vezes, semanas depois, acabam por colher a semeadura da noite escura, uma gravidez inesperada, um filho de pai desconhecido, as fotos nua pelas páginas da Internet.

Mas onde acontece o encontro de almas, aquela vibração miraculosa que une dois corações no desejo de ficar junto, formar uma família, criar filhos?

Ao observarmos casais conhecidos percebemos que a maioria não se conheceu numa balada e nem estava super elegante e produzida no primeiro encontro. Esta ilusão de poder e ousadia, criada pela mídia, ou o conselho de que você se tornará irresistível com este ou aquele perfume, esta ou aquela marca de sapatos, vestido ou lingerie, rebolando Funk ou mostrando o corpo,  é pura fantasia.  É apenas uma estratégia para vender produtos que não se precisa e que nada acrescenta na conquista, na construção de um relacionamento verdadeiro.

À primeira vista sim, a mulher produzida impressiona, atrai a cobiça,  mas só! A mulher sedutora é aquela que não mostra o corpo para atrair! Ela seduz com a discrição, o sorriso, a boa cabeça, a linguagem sadia isenta de grosserias.

A grande estilista francesa Coco Chanel dizia que “uma mulher nunca deve sair de casa sem se arrumar um pouco, pois nunca se sabe, talvez seja o dia em que ela tem um encontro com o destino”.

Mas esse “se arrumar” um pouco não deve ser apenas a aparência, a ostentação, a vaidade levada ao extremo.  A mulher deve cuidar da cabeça e da beleza do espírito, com a mesma intensidade com que cuida dos cabelos. Deve cultivar virtudes,  bons pensamentos e valores morais em abundância. Desta forma atrairá pessoas que vibram na mesma sintonia, têm os mesmos desejos e as portas do coração abertas para sentimentos nobres.

O destino pode estar naquele colega de escritório, no amigo que está sempre disposto a te socorrer com o pneu do carro furado, no vizinho que resolve a pane do seu computador, que parece ter os mesmos os horários que o seu, mas que talvez fique de tocaia só para ouvir um “bom dia” ou “boa noite”.

Ao cuidar dos pensamentos, dedicar-se ao aprimoramento da beleza espiritual, com boas leituras, boas ações, hábitos sadios e virtuosos, estará lapidando  as arestas e sua alma irradiará essa energia benigna como uma lâmpada que se acende na escuridão. E por afinidade atrairá em seu caminho aquele espírito que é o seu destino,  que vibra na mesma sintonia e com quem terá condições de caminhar no mesmo passo e edificar a construção do verdadeiro amor.

Livro Almas Gêmeas Online

Ivanir Pineda Sanches é autora da Mundo Maior Editora.
Publicou o livro: Almas Gêmeas On Line 


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O Evangelho da Caridade

Evengelho da Caridade

Quando sinto o assédio das forças perturbadoras do mundo tentando assaltar a cidadela de minha alma, mergulho o coração nas águas desse rio sereno que flui da Eternidade chamado “O Evangelho Segundo o Espiritismo”. E me sinto em paz, protegido por sua mensagem de Amor, impregnada pela misericórdia divina. Por isso, se me fosse permitido lhe acrescentar um segundo nome, eu o chamaria de “O Evangelho da Caridade”.
Sim, porque o Anjo da Caridade, esse ser divino de asas puríssimas que espaneja pó de luz sobre todas as suas passagens, também começa a se aninhar em nosso coração quando nos habituamos a assimilar os seus ensinamentos e a vivenciá-los no decorrer de nossa existência.
Em vista disso, eu convido o gentil leitor a vir comigo para acompanharmos com reverência e discrição as duas seguintes passagens desse anjo evanescente pelo nosso meio.

A dama distinta

1 – Quem é essa mulher de ar distinto, de trajes simples, que se faz acompanhar deuma mocinha também modestamente vestida? Entra numa casa de aparência pobre, onde jaz uma mãe de família cercada de crianças. Ela vem acalmar todas as dores. Traz tudo o de que necessitam, acompanhado de meigas e consoladoras palavras, que fazem com que seus protegidos aceitem o benefício sem corar. O pai está no hospital e, enquanto lá permanece, a mãe não consegue prover às necessidades da família. Graças à boa senhora, aquelas crianças não mais sentirão frio, nem fome; irão à escola
agasalhadas e, para as menores, o seio que as amamenta não secará.
Terminada a sua jornada, a boa senhora diz de si para consigo: “Comecei bem o meu dia”. Qual o seu nome? Onde mora? Ninguém o sabe. Para os infelizes, é um nome que nada indica, mas é o anjo da consolação. À noite, um concerto de bênçãos se eleva em seu benefício ao Criador, porque todos a bendizem.
Por que esse traje tão singelo? Para não insultar a miséria. Por que se faz acompanhar da filha? Para lhe ensinar como se deve praticar a Caridade. Em casa, é mulher da sociedade, porque a sua posição o exige. Ignoram, porém, o que faz, porque ela não deseja outra aprovação, além da aprovação de Deus e da sua consciência.

Certo dia, no entanto, uma circunstância imprevista leva-lhe à porta da casa uma de suas protegidas, que andava a vender trabalhos executados por suas mãos. A protegida, ao vê-la, reconheceu nela a sua benfeitora. “Silêncio! ordena-lhe a senhora, não o digas a ninguém”. Jesus também falava assim.

O anjo do Amor

2 – Dei esta manhã o meu passeio habitual e, com o coração amargurado, venho dizer-vos: “Oh! meus amigos, quantas lágrimas e quanto tendes de fazer para secá-las todas!” Em vão, procurei consolar algumas pobres mães, dizendo-lhes ao ouvido: “Coragem! há corações bons que velam por vós; não sereis abandonadas!” Elas pareciam ouvir-me e voltavam para o meu lado os olhos arregalados de espanto. Eu lia nos seus semblantes que seus corpos tinham fome e que, se minhas palavras lhes serenavam um pouco os corações, não lhes enchiam os estômagos.
Então uma pobre mãe, ainda muito jovem, que amamentava uma criancinha, tomou-a nos braços e a estendeu no espaço vazio, como a pedir-me que protegesse aquele entezinho que só encontrava, num seio estéril, uma alimentação insuficiente.
Vi em outros locais, pobres velhos sem trabalho e quase sem abrigo, envergonhados de sua miséria, sem ousarem implorar a piedade dos transeuntes. Com o coração cheio de compaixão, eu, que nada tenho, me fiz mendiga para eles e vou, por toda parte, estimular a Caridade, inspirar bons pensamentos aos corações generosos e compassivos.
É por isso que venho aqui e vos digo: “Há por aí infelizes, em cujas choupanas falta o pão, os fogões estão sem lume e os leitos sem coberta. Não vos digo o que deveis fazer; deixo a iniciativa aos vossos bons corações”. Mas, se peço, também dou e dou bastante. Eu vos convido para um banquete e vos ofereço uma árvore carregada de flores e de frutos! Colhei os frutos dessa linda árvore que se chama Caridade. No lugar dos frutos que tirardes pendurarei todas as boas ações que praticardes e levarei a árvore a Deus, que a carregará de novo, visto que a Caridade é uma fonte inesgotável.
Acompanhai-me, pois, a fim de que vos conte entre os que se alistam sob a minha bandeira. Nada temais; eu vos conduzirei pelo caminho da salvação, porque meu nome é Caridade.

***

Eis aí, caro leitor, o que representa para mim “O Evangelho Segundo o Espiritismo”. Porque todos nós já sabemos – pois o apóstolo Paulo já nos ensinou – que podíamos falar todas as línguas dos anjos e dos homens, termos o dom da profecia, conhecermos todos os mistérios e todas as ciências, distribuirmos todos os nossos bens aos pobres e até entregarmos nossos corpos vivos às chamas – mas se não tivermos Caridade, nada disso nos aproveita, porque não passaremos de um metal que tine e de um sino vão que soa.
Como vemos em Paulo, há dois tipos de Caridade: a que é feita ao zabumbar dos bombos, para consumo externo, e que conduz à tranquilidade estéril do Mar Morto; e a que é feita no silêncio da alma, por Amor ao próximo, e que conduz à tranquilidade da Paz Celestial prometida pelo Cristo. Esta é a Caridade que faz resplandecer sua abençoada luz no Evangelho elaborado por Kardec.

Livros de Mário Frigéri

Mário Frigéri é autor da Mundo Maior. Pulicou os livros: 100 Poemas que Amei e Brasil de Amanhã- O Futuro do Brasil á Luz das Profecias.

Mário Frigéri
mariofrigeri@uol.com.br


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Dores da Alma

Por Agnaldo Paviani

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“No deserto do mundo a única terra fértil é o coração do homem”.
Dom Hélder Câmara

· Amou incondicionalmente e não foi correspondido, em razão disso se zangou. Então esse amor não era tão verdadeiro assim, porque o amor incondicional não espera retribuição.

· Lutar pelas coisas, principalmente por justiça é um direito e um dever. Entretanto pode-se adoecer física e espiritualmente a depender da carga emocional que se empregar para lutar. Lutar por justiça é saudável, mas quando se luta por justiça sentindo raiva, corre-se risco de adoecer.

· Quem mata por amor é portador de qualquer outro sentimento, menos amor, porque o amor liberta e plenifica. Quem, por exemplo, diz amar loucamente e tem crises de ciúme é, em verdade, uma criatura doente.

· O que se enxerga tem muito haver com o foco de atenção.

· Pode-se afirmar que acontecimentos ruins ou bons que ocorrem na vida estão “conectados” ao modo de se interpretar a vida.
***

A verdade é que sabemos muito pouco sobre nós mesmos. Em razão disto, muitas dores que consideramos do corpo são, na verdade da alma.

· Podemos ter uma dor de estomago de “tanto engolir sapos”, ou seja, porque “vamos empurrando tudo para dentro” e, com certeza, sentiremos dor.

· A diarreia pode ser consequência de um estado emocional alterado.

· Às vezes nosso acido úrico elevado tem haver com a inveja que sentimos de alguém.

· Dor do peito pode ser fruto de angústia que carregamos há muito tempo.

· Dor no corpo pode ser consequência de nossa depressão.

· Algumas cataratas são provenientes da forma como vemos o mundo.

 

Em qualquer dessas situações, procure um bom médico e, claro, faça exames e cuide do corpo.

Portanto, está mais do que na hora de entendermos que somos corpo-espírito e, não tão somente o corpo.

A dor ou infecção de um órgão pode ser apenas um efeito. Ou seja, a ciência não pode – pelo menos não poderia – analisar um órgão separadamente. Há dores ou problemas que são reflexos. Reflexos de problema em outros órgãos, ou, possivelmente reflexos de problemas no espírito. Muitas dores na alma repercutem no corpo físico.
Podemos adoecer do corpo:
· Se nos permitimos o autoabandono;
· Se nos sentirmos esmagados pela culpa e pelo remorso;
· Se tivermos diariamente explosões de cólera;
· Se não tivermos bons hábitos mentais;
· Se formos ciumentos e invejosos;

Certa vez atendi na Instituição em que trabalho, espiritualmente falando, uma senhora que tinha câncer na garganta. Como o caso era grave, pedi ajuda a um “amigo espiritual”.

Ao senti-lo próximo, estabeleci com ele o seguinte diálogo:

- A doença que ela sofre tem a ver com carma?
- Não, para esta encarnação não havia nenhuma programação nesse sentido.
- Acaso ela é fumante e o cigarro provocou essa doença?
- Naturalmente o cigarro pode causar esse tipo de câncer, mas não é o caso dela.
- Trata-se de algo hereditário?
- Não, porque a hereditariedade está submetida a questões cármicas.
- Então porque isso aconteceu com ela?
- Resultado de anos de maledicência. Nossa irmã habituou-se de tal maneira a falar mal dos outros que atraiu para si, ao longo do tempo, essa enfermidade.

Caros irmãos, com certeza não podemos generalizar. Cada caso é um caso. Que essa narrativa nos deixe ALERTA, considerando os efeitos da qualidade da vibração de nossos sentimentos, pensamentos e ações.
Certa vez um “amigo espiritual” afirmou:

“Em termos de DOENÇAS DA ALMA, somos portadores do câncer do egoísmo e, durante toda a vida, deveremos ser submetidos à quimioterapia do amor e à radioterapia da caridade.”

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Artigo baseado no livro Respire… Conte até Dez de Agnaldo Paviani, Editora Sintonia.
O leitor encontra as obras do autor na Mundo Maior Editora e Distribuidora: http://www.mundomaior.com.br ou pelo telefone: (11) 4964-4700


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A Realidade da Morte

Por João Demétrio

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Com toda certeza a Doutrina Espírita, como reformadora das religiões e de todas as tradições e costumes que não estão com as verdades das Leis e da Natureza do nosso mundo. Entre essas reformas está, até então, a chamada “morte” que na realidade não existe, mas sim, uma transmutação do Espírito do corpo físico para o corpo espiritual. Assim, o Espiritismo veio desmistificar a “morte” e esta verdade vai levar o Homem a ter a total responsabilidade de seus atos, pois não terá a suposta “morte” para encobrir seus atos maléficos.

Portanto, com entendimento da não extinção da vida pela desagregação do corpo orgânico mais denso, saberá que carregará sempre as suas más condutas contra seu próximo e contra a Natureza.

Esta Doutrina Consoladora veio transformar completamente a crença errônea da vida única do ser humano, através dos ensinos dos Espíritos Superiores, assim, encarando a “morte” do corpo físico mais denso com a maior serenidade.

Somente para elucidar compara-se o sono físico com a “morte”. No caso do sono físico, quando o Espírito não se desprende parcialmente de junto ao aparelho físico denso, sofre os reflexos das sensações vivenciadas durante o dia e, em consequência, terá pesadelos durante esse repouso e despertará cansado. O mesmo ocorre quando do despertar pós-sepulcro, o Espírito não preparado para a sequência da vida eterna, sofre os reflexos da vivência carnal, perturbando-o no plano espiritual.

No entanto, os que viveram a renúncia, a generosidade e entregaram-se à prática da caridade e aos estudos, conquistaram o desprendimento dos fluidos pesados da vida material, libertando-se com rapidez dos despojos carnais e tomando, com lucidez, as rédeas de seus atos e pensamentos, agora no plano espiritual.

Quando se fala em mundo material e mundo espiritual é somente no sentido de se demonstrar a sequência que existe para o Espírito Eterno, em sua caminhada progressista, entre planos diferentes de vivências, entretanto, não são dois mundos, mas um único mundo, a do planeta Terra.

Na verdade, o que existe são dois campos vibratórios diferentes. O campo vibratório mais grosseiro pertencente a crosta terrestre, que se percorre com o corpo chamado de carne, onde essas energias encontram-se condensadas e que se traduz em ser muito pesado e de grandes dificuldades de locomoção e, o campo vibratório mais rarefeito, mas também material, onde se faz uso do corpo espiritual (Perispírito), que condiz como um corpo mais sutil em suas energias.

O Espiritismo, podemos dizer, é dualista, por abranger o plano físico e o extrafísico, portanto, o Espírita tem condições de viver as duas vidas, ou melhor, viver nos dois planos: o material e o espiritual, simultaneamente, em virtude dos seus aprimoramentos intelectuais e morais.

Segundo estatísticas a Doutrina Espírita é a única no Brasil que possui 98% de praticantes alfabetizados e estes estão em uma média de 35 anos de idade, ou seja, seguidores jovens com mentalidades abertas e não lhes atingindo as influências dos ensinos dogmatizados.

O que a Medicina ainda chama de “morte” orgânica, não deixa de ser uma desagregação atômica, que ocorre por findar um ciclo evolutivo neste plano, limitado pela vitalidade que tal corpo possuía, donde o Espírito, agregado de energias subatômicas, desprende-se e continua sua vida, sem interrupção para ele, com sua personalidade, com sua cultura e com sua individualidade, num plano compatível com as energias conquistada nesta última caminhada terrestre. Não mais se discute que a vida continua, mas sim, que a Vida é Eterna.

livro

 

João Demétrio é autor da Mundo Maior Editora.Obras publicadas: O Evangelho da Reencarnação; A Ecologia e as Calamidades à Luz da Doutrina Espírita; Demétrius das trevas à Santidade; Um Tratado da Vida- Morte Súbita da Morte.


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Caminhando pelas Ruas

 Por Amarilis de Oliveira 

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Caminhando pelas ruas, observei como as pessoas andam fechadas em seus próprios mundos, sem olhar o outro, sem conhecer seus vizinhos mesmo morando ao lado por anos. O que está acontecendo? -perguntei-me intrigado.

E, ainda caminhando pela rua, analisei meu próprio comportamento e, eu também estava assim. Ocupado mais do que deveria com tantas coisas para fazer. A visita em casa já não é mais um prazer, mas um empecilho à rotina. Nós esquecemos que precisamos de amigos de verdade, palpáveis. Amar e sentir amor.

As redes sociais colocou mais distante ainda o outro, somente pelo computador, com conversas superficiais, sem um relacionamento verdadeiro. E todos acreditam que é o tipo de relacionamento ótimo; é a hora que eu quero, quando eu quero, ligo o computador e olho quem postou o quê. Dando atenção somente no que eu acredito que me interessa, muitas vezes a fofoca do momento.

O amigo de antes nunca ficou tão distante, e nunca tantas mentiras foram contatadas. Tudo ali é vitória, ninguém sofre, ninguém tem problemas. Virou gafe desabafar, procurar “um ombro” para consolo, ser verdadeiro na alegria e na dor. Que triste! Que lástima!

Nunca tantas pessoas moraram sozinhas. Nunca fomos tão intolerantes com as fraquezas e conflitos do outro, o divórcio reina. O casamento, com mega festa hollywoodiana, faz com que o casal já entre no relacionamento enterrado em dívidas, e o amor, do princípio do relacionamento, sufoca e se perde em acusações.

A aparência, mesmo mentirosa, nunca contou tanto. Uns mentem, os outros fingem que acreditam. As celebridades nunca foram tão passageiras.
O remédio mais tomado depois dos antigripais é para depressão, a chamada doença do século. Observe: farmácias demais espalhadas por todo canto, pois é um excelente negócio. Ninguém parece perceber que há algo de muito errado.

Seguimos vivendo como sonâmbulos apesar da pressão evolutiva que nos faz sofrer, entregues às banalidades e excesso de consumismo que não nos satisfazem, mas sem coragem de mudar.

Não adianta, o ser humano é gregário, precisa de relacionamento social real, e quando se afasta, todo mundo perde, fica doente. A doença surge quando nos agredimos, nos afastamos de nós mesmos e dos outros. E Deus deve estar gritando lá de cima: Você está fora do seu caminho, volte. Volte!

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Amarilis de Oliveira é autora da Mundo Maior Editora e Distribuidora. Títulos publicados: Cela para Muitos Liberdade para Todos; Inimigo de Família; Folhas Miúdas, Vozes que Alertam 


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Rochester e o romance espírita Duelos – Combantes Incessantes

Duelos - Combates Incessantes

Os romances ditados pelo espírito John Wilmot Rochester se tornaram conhecidos por apresentarem tramas e personagens contextualizados dentro de uma temática histórica, de uma forma envolvente mostrando o embate entre o bem e o mal.

Dados biográficos de John Wimott Rochester: inglês, foi o Segundo Conde de Rochester (Ditchley, 1647 —1680) e amigo do Rei CarlosII. Célebre figura da corte, participando da Restauração Inglesa e patrono das artes.

Rochester trabalhou muitos anos com a médium russa Wera Krijanowskaia, usando linguagem apropriada da época que nos remete a cerca de 300 anos atrás.

No Brasil, em anos passados, encontramos Rochester ao lado de duas outras médiuns brasileiras, Maria Gertrudes e Arandi Gomes Teixeira, continuou a escrever romances de época e a partir de 2013, deu início a um novo trabalho de psicografia por intermédio da médium Maria Aparecida com o romance espírita “Duelos— Combates Incessantes”, lançado pela Mundo Maior Editora. A obra narra a saga familiar dos Castellar, ambientada na Inglaterra do século XVII.

Nessa entrevista a médium Maria Aparecida conta mais a respeito desse trabalho com o espírito Rochester na obra Duelos.

 

 Quando e como começou seu trabalho com o espírito Rochester?

Entre os muitos espíritos brasileiros e estrangeiros, escritores, poetas, romancistas e cronistas, estava Rochester, um dos primeiros a se apresentar. Os mentores propuseram a primeira reunião à apresentação dos trabalhos que seriam iniciados. Os livros que seriam recebidos foram enumerados em escala entre essas obras, o romance Duelos de Rochester.

O ano inicial foi 2009. Gostaria de dizer que fui educada em família espírita e mesmo antes de eu nascer, meus pais já frequentavam a cidade de Uberaba para falar com nosso querido Chico Xavier, a quem tive a alegria imensa de conhecer. Minha mãe virou muitas folhas para Chico escrever as mensagens. Assim adquiri o hábito da leitura e sempre agradeço pelos livros que recebia desde minha infância, pelos correios, das mãos de Chico Xavier que endereçava até mesmo os envelopes a próprio punho e escrevia longas dedicatórias.

 

Como foi a primeira vez que Rochester se manifestou para você?

Sempre fui ávida leitora e apreciadora de literatura, história e idiomas. A primeira aproximação se deu quando escrevia na agenda do ano corrente, os compromissos do dia em questão. Assim, sem que nesse primeiro contato percebesse que a mão lhe fora tomada por outra vontade que não a minha, apenas ao término da escrita, li um texto em inglês onde ele se apresentava e afirmava ser o início de uma convivência diária.

Desse dia em diante, Rochester fazia visitas constantes e o desejo do papel e caneta se fazia presente, assim que percebia sua presença. Em pouco tempo, fala desde então, corriqueiramente pelo pensamento.

Foi marcada nesse início, uma viagem espiritual para que eu o pudesse ver claramente. Hoje em dia, após alguns anos de convívio diário, a presença de Rochester se faz por: vidência, escrita e comunicação por voz ou pensamento. O livro Duelos foi ditado em cadernos universitários escritos a canetas e com sua assinatura ao fim de cada dia de trabalho.

 

Qual é a proposta da obra Duelos publicada pela Mundo Maior Editora?

Duelos segue o gênero romance espírita de época. Esses romances por Rochester já se tornaram conhecidos abertamente no decorrer das últimas décadas no Brasil. A proposta desse livro é manter acesa a chama do entretenimento dos leitores com os romances de época, além de trazer os ensinamentos espirituais apresentados por personagens em tramas envolventes que relembram os séculos passados em muitos países ou civilizações antigas, deleite aos que apreciam história.

 Atualmente você tem sido a única médium que tem recebido o Rochester?

Rochester trabalhou muitos anos com a médium russa Wera Krijanowskaia, usando linguagem apropriada da época que nos remete a cerca de 300 anos atrás. No Brasil, em anos passados, encontramos Rochester ao lado de duas outras médiuns brasileiras, Maria Gertrudes e Arandi Gomes Teixeira, continuou a escrever romances de época e a partir de 2013, iniciamos os trabalhos de psicografia.

 O Rochester costuma dar orientações a respeito de como proceder caso exista alguma dúvida em relação a autenticidade das obras ditadas?

Rochester jamais cometeria uma fraude. Devemos tratar com naturalidade a dúvida alheia e as possíveis especulações permanecendo inabaláveis em nossos trabalhos que trazem o propósito pré-estabelecido. Como sabemos, é difícil comprovar a existência dos espíritos, pois não podem ser vistos pelos encarnados em sua totalidade, assim como é difícil para muitos compreenderem que os (as) médiuns encarnam para esta vida de serviço e tal serviço despertará em algum momento de suas vidas, ou seja, o que para muitos é uma novidade “agora” com o primeiro romance, Duelos de J.W. Rochester comigo, Maria Aparecida, para a espiritualidade é um planejamento antigo que simplesmente começou a ser executado e pode assim, ser visto pelos encarnados.

 Como ocorrem os contatos com o Rochester?

É um trabalho diário, com horários marcados e possíveis agendamentos extras se assim for necessário. A aproximação de Rochester é notada rapidamente por mim e se dão as saudações, a concentração ao trabalho do dia, o texto flui por comunicação silenciosa e direta entre nós, sem conversas além do texto desenvolvido no momento e ao final, são feitas as orações e os agradecimentos por mais um dia de trabalho que não se considera imediatamente concluído, pois Rochester aparece mais vezes durante o dia ou à noite.

 Além da psicografia, as cenas dos livros são projetadas?

Desde as primeiras mensagens, foram agendados muitos ensinamentos e compromissos entre eu e a espiritualidade. Faço com frequência viagens ao plano espiritual ao lado de meus mentores, colaboradores e os escritores que comigo trabalham, visitando locais que serão apresentados nos livros (com muita antecedência). Durante o desenrolar do livro, é natural que as cenas sejam vistas novamente, com riqueza de detalhes.

  Duelos é seu primeiro livro psicografado ou teve outros trabalhos anteriores?

Outros livros foram recebidos anteriormente e podem ser publicados em outra ordem, não cumprindo a cronologia psicográfica, o que é natural ocorrer, uma vez que a editora pode ter preferências editoriais. Foram recebidos livros de poesias, crônicas, contos, doutrinários, além dos romances que já começam a ser publicados.

 Como definiria o papel das obras ditadas por Rochester?

São muitos os ensinamentos recebidos através das obras de Rochester que não apenas detém o olhar aos séculos passados, mas também ao presente vivido na Terra pelos encarnados. Suas palavras falam diretamente aos leitores que atentos, aprenderão com suas verdades.

 O porque a Mundo Maior Editora foi escolhida para a publicação?

Sou orientada por meus mentores desde o início de seus trabalhos psicográficos, desta forma foi indicada a Mundo Maior Editora para a publicação das obras. O propósito das publicações é atender a Espiritualidade quanto à divulgação da Doutrina Espírita através de espíritos escritores como J.W.Rochester e Deocleciano, romancistas entre outros irmãos que com o passar dos anos se apresentarão comigo, devido a já existir um longo planejamento de trabalho.

 Gostaria de deixar alguma mensagem de reflexão sobre esse trabalho?

Não devemos julgar à primeira vista. Devemos dar asas à sabedoria lembrando que os espíritos escritores são livres para estar ao lado dos médiuns que lhes são designados, sendo esta ligação, não permanente ou vitalícia. O livre arbítrio é operante a todos e esperamos que entre suas boas escolhas de vida, os amigos leitores:

- Leiam J.W. Rochester e apreciem as boas obras que elucidam a vida e ajudam a edificar o ser humano a que sigam sua evolução espiritual com clareza e conhecimentos, banhados na luz de Jesus, nosso mestre.

- Leiam também as obras de Allan Kardec que fora também escolhido para atender o Espírito da Verdade e até hoje ensina a humanidade.

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Médium Maria Aparecida – por minha escolha, não uso sobrenomes, não preciso de destaque biográfico, por me ver apenas como um instrumento ao trabalho que desenvolvemos. Os holofotes devem ser direcionados aos espíritos que escrevem  suas belas obras.


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Ler faz crescer

Lourdes Carolina Gagete

Ler e Crescer

Felizmente, pais e educadores começam a perceber o quanto o livro infantil pode ajudar no processo educacional e como ler faz bem a todos, principalmente para a criança, cuja personalidade está em formação. A leitura desenvolve a imaginação, a emoção, a criatividade. Leva o leitor a interagir com a história, desenvolve uma postura crítica bem como a capacidade de expressar com maior clareza suas ideias a fim de melhor se comunicar socialmente e aumentar sua autoestima. Queixam-se alguns pais e professores, de que a maioria das crianças não lê por prazer, mas sim por obrigação; por imposição deles e da escola. “Meu filho diz que ler dá sono, então, lê algumas páginas e fecha o livro, entediado” – disse-me uma vez uma mãe durante uma tarde de autógrafos do meu livro infantojuvenil TININHA, A GOTINHA D´ÁGUA EM DEFESA DO MEIO AMBIENTE. De fato, se a criança não foi estimulada na primeira infância, fica mais difícil desenvolver seu interesse pela leitura. Nisso, muitos pais são os responsáveis, pois não a ensinam, desde a mais tenra idade, a valorizar, distrair-se, enriquecer-se de conhecimentos por intermédio dos bons livros infantis. Também o exemplo dos pais como leitores é importante. Quando a criança se habitua a vê-los lendo, naturalmente quer também imitá-los. Os filhos são imitadores naturais dos pais. Assim, se eles veem os pais valorizarem mais a televisão do que a leitura de um bom livro, também não vão trocar seus games, a sala social da Internet, por um livro. [1]Bakhtin, o grande educador russo do século dezenove, diz que o livro infantil é um instrumento motivador e desafiador. É capaz de transformar o indivíduo em um sujeito ativo, responsável pela sua aprendizagem, que sabe compreender o contexto em que vive e modificá-lo de acordo com sua necessidade. Em todo lar bem estruturado, que prima pela educação dos filhos, o livro infantil deverá ser presença constante. Se a criança ainda não for alfabetizada, nada mais útil e carinhoso do que os pais lerem as histórias para ela. Com isso desenvolve-se-lhe a imaginação e, naturalmente, somará conhecimentos; viajará pelos caminhos do tempo onde a aventura será sua constante parceira.


[1] Mikhail Bakhtin, filósofo russo nascido no ano 1895.
 

livro

Lourdes Gagete é autora da Mundo Maior- Publicações: Odisseia de uma Alma, Tininha, a Gotinha D’ Água em Defesa do Meio Ambiente, Marcados pelo Passado e O Amor Foi Mais Forte. 


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A União dos Homens

União dos Homens

A união dos homens possui diversas âncoras, sendo aos meus olhos, a mais consistente, a que nos leva a Deus em seu amor pleno.

E o bom uso das âncoras se dá quando apenas são colocadas nas águas para manter a segurança do navio que precisa ser contido e assim não será levado ao impulso constante das ondas dos mares que pode ir direto ao choque rochoso em encostas perigosas ou à deriva do além-mar.

A humanidade ancora sua razão na atualidade dos fatos entre divergências dissonantes, as certezas se tornam dúvidas, as palavras cedem ao impulso febril da calúnia, a honestidade hesita diante da dificuldade do viver, a fé se perde nas ruas repletas de pessoas com suas mentes vazias a esperar o transporte que demora além de suas expectativas ou que o trânsito estagnado se mova e a espera dos melhores dias destitui as esperanças.

E multidões se agregam a mover montanhas, líderes se elevam nem sempre ao comando coerente, mas ao insano, a força física de muitas mãos unidas quebram os alicerces do bem viver trazendo destruição que afeta a vida dos inocentes que como em toda a história da humanidade padece sob o julgo dos líderes em suas conquistas vãs.

As âncoras são jogadas não mais a assegurar um porto seguro e são arremessadas como se em catapultas estivessem em plena batalha medieval a romper as muralhas dos castelos que desejam invadir. E nos dias de hoje, vemos prefeituras atacadas, hospitais, uma infinidade de prédios e veículos a se tornarem vítimas dos caos.

Os valores da atualidade nos preocupam no plano espiritual, somos a plateia da guerra, assistimos tragédias e não mais vemos graça nas comédias a ridicularizar com sarcasmo a vida mundana.

Quero dar o braço aos governantes, quero ajudar que os valores consagrados durante muitos séculos de boas sementes plantadas sejam relembrados e gostaria de destruir todas as armas a não sangrar mais nenhum corpo.

Quero dar a mão aos condutores da palavra de fé, a palavra de tantos mensageiros de Deus que encarnados estiveram entre a humanidade a praticar o bem, em ações, muitas vezes, solitárias.

Enfrentar as multidões sem armas, porque delas vem a palavra da dor, da ausência, da privação, do medo, da doença, do caos e unidos, nós da espiritualidade ao lado dos encarnados que seguem no plantio das sementes do bem, venceremos as guerras, as armas, as multidões ensandecidas, restituiremos os valores, recordaremos a honestidade dos atos e palavras e as âncoras não mais se encontrarão nas catapultas do ódio para levar todos a um porto seguro, os braços de Deus.

Amemos uns aos outros e que do plano espiritual possamos ver sim, as multidões a caminhar em paz. E aqui voltarei a falar do presente em mão solidária que vos escreve a receber novos amigos pela fé.

livro
J.W.Rochester pela médium Maria Aparecida. Publicou pela Mundo Maior Editora e Distribuidora a obra Duelos- Combates Incessantes. Para saber mais, clique aqui.


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Valores Invertidos

Valores Invertidos

A confusão de valores, sentimentos e sensações parece marcar os tempos atuais. Ansiamos por mudanças, sabemos que transformações profundas são necessárias, porém nos perdemos em atitudes desequilibradas e sem qualquer sentido benéfico.

As manifestações populares que aconteceram em 2013 no país trouxeram à tona o Brasil de um povo guerreiro, mas pacífico, carente, porém sabedor de sua força. A linda cena de 17 de junho, quando o gigante “acordou” e mostrou ao mundo que sabia caminhar pela Paz, apontou aos corações brasileiros a sensação de que, enfim, lutaríamos pelos nossos direitos, de mãos dadas, todos juntos.

Mas o sonho da transformação do país durou pouco, pois no mesmo momento em que assistíamos emocionados à força das manifestações em todo território nacional, surgiram também os atos de violência e de falta de amor em forma de vandalismo. Bastaram essas atitudes para tirar o brilho da energia popular daquele momento.

Com o propósito claro de gerar desequilíbrio e quebrar a unidade, seres humanos voltados ao egoísmo e ao desrespeito tornaram rouca e sem brilho a voz do povo brasileiro. E por muitas outras vezes, esses mesmos seres egoístas (pois só pensavam em aparecer através da violência gratuita) atrapalharam o objetivo maior do povo: dar às mãos e caminhar sentindo o coração bater em uníssono, buscando a sociedade justa que todos queremos.

Qual o motivo de tamanha violência? Certamente a falta de amor ao próximo – e a si mesmo. Essa deve ser a tônica das pessoas que, menos esclarecidas, acreditam que a baderna e a agressão a patrimônios públicos (deles mesmos!!) e particulares mudariam alguma coisa. Ou então, o objetivo era apenas assustar e tirar das ruas famílias inteiras, orgulhosas de, finalmente, serem ouvidas pelo mundo!

Triste confusão de libertinagem com liberdade…

Nesse momento, assistimos a mais uma inversão de valores: a onda dos “rolêzinhos”.

Legitima união de jovens com o objetivo de divertimento e encontro social, os “rolês” são comuns especialmente na periferia paulistana. Porém o medo que reina em nossa sociedade está aumentando o preconceito em relação a esses jovens e os aproveitadores de plantão (lá estão eles novamente!) utilizam mais esse “canal” para assustar a todos, com violência e ameaças.

Precisamos ser honestos: se a juventude e a infância fossem mais bem orientadas – e se as divisões materiais da sociedade não fossem determinadoras de poder de força – certamente o respeito falaria mais alto entre os homens, que se veriam como irmãos e não como inimigos.

O que falta à nossa sociedade, afinal?  Amor e Responsabilidade. Somente isso. Se não cuidarmos de amar nossos irmãos e não colaborarmos com o fortalecimento verdadeiro dos laços que nos unem através, por exemplo, da orientação salutar de nossas crianças e jovens, sempre teremos medo do outro, por enxergarmos nele nossas falhas pessoais.

O seguinte trecho de O Livro dos Espíritos Comentado ilustra bem o que significa responsabilidade social: …“Também os ricos de conhecimento e de recursos intelectuais deveriam saber como guiar aos que lhes buscam orientação. Entretanto, parece  que  não vêem que todos os meios de comunicação têm em suas mãos possibilidades de guiar a humanidade, esquecendo, muitas vezes, seus deveres de verdadeiros guias, lembrando-se apenas de sua posição.” (trecho do comentário da questão número 809)

E a Espiritualidade continua a nos instruir, dizendo claramente na questão 542 de O Livro dos Espíritos sobre a nossa parte na responsabilidade do que acontece na sociedade nesse momento: “Deus colocou a criança sob a tutela dos pais para que eles a conduzam no caminho do Bem, e lhes facilitou a tarefa ao conceder à criança uma constituição frágil e delicada, que a torna acessível a todas as impressões.”  

Essa é uma orientação clara de como cuidarmos melhor da educação familiar de nossas crianças, para que elas se tornem jovens e adultos mais conscientes de seu papel no mundo, com o respeito e o amor a si e ao próximo.

O grande ponto é que o próprio ser humano, em muitos momentos, distancia-se do Divino, reluta em aceitar sua própria Essência Divina. Afinal, é mais cômodo não assumir o verdadeiro papel de filho de Deus, pois essa certeza não permite que a liberdade se distancie da responsabilidade. Somos todos Um. Somos todos responsáveis pelo bem estar dos seres vivos do Planeta, como os elos de uma corrente, como uma grande rede unida pelo Amor.

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Livro A Ordem do Caos

Regina Hennies, jornalista e autora do livro A Ordem do Caos, publicado pela Mundo Maior Editora, para saber mais, clique aqui.


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Democracia e Espiritualidade

brasil democracia

Em 15 de novembro de 1889 um grupo de militares brasileiros sob a liderança do Marechal Deodoro da Fonseca proclamou no país a República, encerrando o fim do regime monárquico no Brasil.

A Proclamação da República deu início a um novo ciclo, refletindo a insatisfação com o modelo de governo estabelecido.

Na ocasião dessa data histórica para o Brasil, que contribuiu para abrir caminhos para outras direções rumo a novos modelos de governança, como a democracia que hoje conhecemos, refletimos sobre a necessidade de mudança para o limiar de uma nova era, na qual, o bem estar comum deverá ser a base.

Em meio a acontecimentos e turbulências em diversos campos, a grande transição prossegue. O Brasil de Amanhã que todos desejamos pode estar ao nosso alcance, mas para tanto, é necessária a renovação moral do indivíduo, criando espaço para a tão sonhada mudança.

A questão 728 de O Livro dos Espíritos esclarece: “É preciso que tudo se destrua para renascer e se regenerar, pois isso a que chamais destruição não passa de uma transformação, que tem por fim a renovação e a melhoria dos seres vivos.”

Diante desse contexto de mudanças, qual será o papel e a missão do Brasil no processo de transformação do planeta?

O leitor encontra essas e outras questões a respeito dos acontecimentos que já se cumpriram e aqueles que ainda estão por ser revelados abordados à luz dos ensinamentos do Cristo no livro: Brasil de Amanhã O futuro do Brasil, à luz das profecias.

Brasil de Amanhã

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